Sertão Hospitalar
Voltar ao blog

Cuidados com a saúde

Pé diabético: 10 cuidados diários para prevenir feridas

Inspecionar os pés todos os dias, cuidar da higiene e usar calçados adequados ajuda a perceber alterações cedo e reduzir o risco de complicações.

Equipe Sertão HospitalarPublicado em 26 de outubro de 2026Revisado em 26 de outubro de 20269 min de leitura
Cuidadora examina cuidadosamente o pé de um idoso com diabetes em casa.

O cuidado com os pés faz parte do acompanhamento de toda pessoa com diabetes. A glicose elevada ao longo do tempo pode contribuir para perda de sensibilidade e alterações na circulação. Com isso, um machucado pequeno pode não ser percebido e ter cicatrização mais difícil.

A pauta ganha força com o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde escolheu o tema “Ação precoce no diabetes”, destacando diagnóstico, acesso ao cuidado e reconhecimento oportuno de complicações. No Brasil, o protocolo atualizado do Ministério da Saúde inclui a avaliação dos pés no acompanhamento da pessoa com diabetes.

O que é pé diabético?

Pé diabético é uma expressão usada para alterações nos pés de pessoas com diabetes que podem envolver nervos, circulação, pele, músculos e ossos. A redução da sensibilidade pode diminuir a percepção de dor, pressão, calor ou frio. Alterações circulatórias também podem dificultar a cicatrização.

Isso não significa que toda pessoa com diabetes desenvolverá uma ferida. Significa que prevenção, exame periódico e resposta rápida a qualquer alteração devem fazer parte da rotina. O Ministério da Saúde orienta avaliação regular dos pés e educação para o autocuidado.

10 cuidados diários para proteger os pés

  1. 1

    Examine os pés todos os dias. Observe a planta, o calcanhar, as laterais, o dorso e os espaços entre os dedos. Procure cortes, bolhas, rachaduras, calos, vermelhidão, manchas, inchaço ou secreção. Use um espelho ou peça ajuda quando for difícil enxergar.

  2. 2

    Lave com cuidado. Use água em temperatura confortável e sabonete suave. Quando há perda de sensibilidade, teste a água com o cotovelo ou peça ajuda para evitar queimaduras.

  3. 3

    Seque especialmente entre os dedos. Encoste a toalha sem esfregar com força. A umidade mantida entre os dedos favorece irritações e infecções.

  4. 4

    Hidrate a pele ressecada. Aplique o produto orientado na parte superior e inferior dos pés, sem passar entre os dedos. Fissuras e ressecamento persistente devem ser mostrados à equipe de saúde.

  5. 5

    Corte as unhas com segurança. Mantenha o corte reto e não retire os cantos profundamente. Dificuldade de visão, tremores, unha encravada, espessada ou deformada são motivos para pedir ajuda profissional.

  6. 6

    Não remova calos em casa. Evite lâminas, lixas agressivas, adesivos e produtos químicos. Calos podem indicar pressão excessiva e precisam de avaliação adequada.

  7. 7

    Use meias limpas e confortáveis. Prefira meias que não apertem e não tenham costuras grossas. Troque-as quando estiverem úmidas e observe se deixam marcas persistentes na pele.

  8. 8

    Escolha calçados que não machuquem. O sapato deve ter espaço para os dedos, bom ajuste e interior sem pontos ásperos. Calçado novo deve ser usado por períodos curtos no início, com inspeção dos pés depois.

  9. 9

    Confira o interior do calçado. Antes de calçar, procure pedras, dobras, objetos, costuras soltas ou partes desgastadas que possam ferir sem serem percebidas.

  10. 10

    Nunca ande descalço. Use proteção inclusive dentro de casa. Areia quente, piso áspero, objetos pequenos e superfícies aquecidas podem causar lesões.

Pessoa idosa seca cuidadosamente o pé após a higiene e mantém meias e calçado confortável por perto.
Após a higiene, seque com cuidado — especialmente entre os dedos — e aproveite para observar a pele.

O que não fazer quando aparece uma bolha, corte ou calo

Evite improvisos

  • Não fure bolhas nem corte calos com lâmina ou tesoura.
  • Não aplique álcool, água oxigenada, ervas, pomadas ou receitas caseiras sem orientação.
  • Não cubra a lesão com material sujo, apertado ou que grude na pele.
  • Não apoie peso sobre uma área dolorida ou ferida sem receber orientação.
  • Não espere vários dias para ver se uma ferida melhora sozinha.

O tipo de limpeza, cobertura e alívio de pressão depende da causa, profundidade, presença de infecção, circulação e condições gerais da pessoa. Um produto adequado para uma ferida pode ser inadequado para outra. Por isso, o tratamento deve ser definido por profissional habilitado.

Sinais que pedem avaliação rápida

O que observarPor que não esperar
Bolha, corte, rachadura ou feridaLesões pequenas podem evoluir sem causar dor quando a sensibilidade está reduzida.
Vermelhidão, calor ou inchaçoPodem acompanhar inflamação, pressão excessiva ou infecção.
Secreção, mau cheiro ou pele escurecidaExigem avaliação profissional rápida.
Mudança repentina de cor ou temperaturaPode indicar alteração importante da circulação ou inflamação.
Dor nova, perda de sensibilidade ou formigamentoPrecisam ser relatados à equipe que acompanha o diabetes.
Febre, calafrios ou piora do estado geralProcure atendimento de urgência, especialmente se houver lesão no pé.

A ausência de dor não torna uma lesão segura. Na dúvida, entre em contato com a unidade de saúde.

A avaliação profissional não começa somente quando há ferida

A equipe de saúde pode avaliar pele, unhas, formato dos pés, pulsos, sensibilidade, calçados e histórico de feridas. O acompanhamento identifica quem precisa de revisões mais frequentes, palmilhas, calçados específicos, cuidado especializado das unhas ou encaminhamento.

O protocolo brasileiro para diabetes tipo 2 recomenda avaliação dos pés e reforça inspeção diária, higiene, secagem entre os dedos, corte adequado das unhas e uso constante de calçados. Controle da glicose, pressão, colesterol e tabagismo também faz parte da redução do risco, conforme o plano individual.

Como transformar o cuidado em rotina

Associe a inspeção dos pés a um horário fixo, como depois do banho ou antes de dormir. Mantenha espelho, toalha limpa, meias e calçados em local acessível. Quem ajuda no cuidado pode usar o checklist de organização da rotina domiciliar para registrar alterações e contatos da equipe.

Se a pessoa não enxerga bem, tem dificuldade para se abaixar ou apresenta perda de sensibilidade, combine quem fará a inspeção. Fotografias podem ajudar a documentar mudanças para mostrar ao profissional, mas não substituem avaliação presencial.

Perguntas frequentes

O que é pé diabético?

É o conjunto de alterações nos pés associadas ao diabetes, como perda de sensibilidade, problemas de circulação, deformidades, infecção e feridas. Nem toda pessoa com diabetes terá essas complicações, mas a avaliação periódica e o autocuidado ajudam a identificá-las cedo.

Quem tem diabetes deve examinar os pés todos os dias?

Sim. A inspeção diária ajuda a perceber bolhas, cortes, rachaduras, áreas avermelhadas, inchaço e outras mudanças que podem passar despercebidas quando há redução da sensibilidade.

Pode furar uma bolha ou cortar um calo em casa?

Não. Bolhas, calos e feridas não devem ser perfurados, cortados ou tratados com substâncias caseiras ou removedores químicos. Procure avaliação profissional.

Precisa organizar os cuidados em casa?

Converse com a equipe da Sertão Hospitalar sobre produtos para cuidados domiciliares. Feridas, alterações de cor, calor, inchaço ou dor devem ser avaliados por profissional de saúde; não escolha curativos ou tratamentos por conta própria.

Falar com a Sertão Hospitalar

Referências e fontes consultadas

Conteúdo educativo da Equipe Sertão Hospitalar. Não substitui consulta, diagnóstico, prescrição, treinamento ou acompanhamento por profissional habilitado.

Orçamento

Está procurando um produto específico?

Conte para nossa equipe o que você precisa. Verificaremos as opções e a disponibilidade.

  • Atendimento humano pelo WhatsApp
  • Sem cadastro e sem compromisso
  • Consulte disponibilidade antes de vir à loja

Ao enviar, abriremos uma conversa no WhatsApp com os dados preenchidos.